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STF abre ação contra deputado Paulinho da Força por suspeita de fraude e lavagem de dinheiro

10 set

Por: Brasil de Fato

Ministério Público alega que o parlamentar se beneficiou de um esquema de fraudes que desviou dinheiro de empréstimos do BNDES; Paulinho é tido como um dos principais aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Da Redação

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Paulinho da Força | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu ação penal contra o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, na terça-feira (8). O parlamentar foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolvimento em crimes contra o sistema financeiro e de lavagem de dinheiro, além de formação de quadrilha.

A procuradoria alega que ele se beneficiou de um esquema de fraudes que desviou dinheiro de empréstimos de financiamentos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à prefeitura de Praia Grande (SP) e às Lojas Marisa.

Segundo a denúncia, para desviar o dinheiro, os envolvidos falsificavam notas fiscais para explicar a aplicação do dinheiro repassado pelo banco. João Pedro de Moura, ex-assessor do deputado e ex-integrante da Força Sindical no conselho do BNDES, era o facilitador do esquema.

“O denunciado [deputado], em troca de favores políticos, recebia uma parte das comissões. Que era paga à quadrilha e beneficiários desses empréstimos concedidos pelo BNDES”, disse o subprocurador Paulo Gonet.

O ministro Teori Zavascki, relator da ação penal contra o deputado, diz que as conversas telefônicas gravadas pela polícia indicam os desvios. A aceitação da denúncia foi acompanhada pelos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, em sessão da Segunda Turma do STF.

Cheques e planilhas apreendidos mostram a divisão dos valores recebidos por consultorias inexistentes na conta da ONG Meu Guri, que funciona no mesmo prédio da Força Sindical, para ocultar a origem do dinheiro.

Defesa

A defesa de Paulinho alega que ele não tem envolvimento no suposto esquema e que foi vítima de “tráfico de influência” por membros da suposta quadrilha. Estes usariam o nome do deputado, segundo seu advogado, para justificar o valor dos serviços de consultoria cobrados pela empresa.

Na tribuna, o advogado Marcelo Leal afirmou “A fim de aumentar sua participação no resultado do trabalho de consultoria, criaram uma ficção de que algumas pessoas, entre elas Paulo Pereira da Silva, receberia um valor que incorporava o valor que eles receberiam”.

Paulinho é presidente nacional do partido Solidariedade e presidente licenciado da Força Sindical. Atualmente, é tido como um dos principais aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e um opositor da presidente Dilma Rousseff, sobre a qual defende o impeachment.

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Publicado por em 10/09/2015 em Nacional, Notícias

 

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