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Frente de Resistência Urbana dá ultimato ao governo Dilma

08 ago

Postado: Intersindical Central da Classe Trabalhadora

PROTESTO MTST

Em jornada realizada ontem (6) em 11 capitais do país, a Frente de Resistência Urbana deixou claro que se o governo federal não realizar novas contratações de moradias no lançamento do programa “Minha Casa, Minha Vida 3”, previsto para o dia 10 de setembro, o “Brasil vai parar” em atos e ocupações.

Em São Paulo, os manifestantes convergiram o protesto para uma negociação ocorrida no escritório da Presidência da República em São Paulo, na esquina da avenida Paulista com a rua Augusta, com uma comissão de líderes do movimento.

Diante da atenção dos 10 mil manifestantes vindos do vão do Masp, Inês Magalhães, da Secretaria Nacional de Habitação e representante da Secretaria Geral da Presidência da República, se comprometeu em acatar as reivindicações feitas para regular o acesso às moradias e a contratação imediata do “Minha Casa, Minha Vida 3”.

O movimento exige que as contratações de novas moradias sejam feitas imediatamente – e não no próximo ano, conforme vinha sendo aventado pelo próprio governo. A comissão de líderes do movimento recebida pela secretária era composta por membros do MTST, Must-Pinheirinho, Movimento Nós da Sul, Brigadas Populares, Direitos Urbanos e militantes da luta por moradia em Uberlândia.

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Após a reunião de quase três horas, os integrantes da comissão e a Secretária Nacional de Habitação anunciaram para a imprensa, na portaria do prédio, o acordo realizado, segundo eles com o aval da presidente Dilma Rousseff.

As novas regras de acesso às moradias serão publicadas no Diário Oficial da União. Para Guilherme Boulos, do MTST, a reunião foi satisfatória. “Claro que queríamos que o programa tivesse sido lançado no ano passado, como estava previsto. A garantia de contratações ainda este ano é um elemento chave para nós. Como isso foi assegurado pela secretária nacional de Habitação, para nós foi satisfatório, mas o compromisso será devidamente cobrado.”

A decisão da coordenação do movimento, segundo Boulos, “é de que vai ou racha”. “Se no dia 10 de setembro chegar ao nosso ouvido a palavra adiamento, podemos garantir que esse país vai pegar fogo. Dia 10 é o limite. Se não for cumprido o acordo, aí vira palhaçada”. Ele alertou também que o movimento espera a aprovação da Medida Provisória da nova etapa do programa de moradia no Congresso Nacional tão logo seja enviada pelo Palácio do Planalto.

Houve compromisso, por parte da secretária de que, apesar da modalidade Construtoras não contratar este ano, haverá contratação para a modalidade Entidades.

As ações da Frente de Resistência Urbana ontem pelo país incluíram o bloqueio de avenidas e rodovias e ocupações de órgãos públicos. Ocorrera atos em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pará, Brasília, Roraima, Goiás, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e Bahia. A Frente é composta pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Movimento de Luta Popular (MLP), Fórum das Ocupações de Uberlândia e Brigadas Populares, entre outros.

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