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A GREVE DOS PROFESSORES E A CONJUNTURA.

13 abr

FOTO DO  ENCONTRO ESTADUAL DOS PROFESSORES DE FILOSOFIAAldo Santos- Membro da executiva Nacional da Intersindical Central da Classe Trabalhadora e Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo. 

  A luta pela sobrevivência sempre esteve presente no cotidiano da classe trabalhadora, ao longo da história da humanidade. É claro que o embate classista definiu seus contornos a partir do surgimento do Estado e mais recentemente com os modos de produção e a formação da classe operaria no  capitalismo.

Na recente eleição para presidencia da república, evidenciou-se uma falsa polêmica com a polarização dos candidatos que disputaram o segundo turno das eleições. O balcão de negócio gerou e gera disputas encarniçadas pelo controle do aparato do governo, que, insaciáveis, não estão sendo capazes de aplacar a fome por cargo e espaço institucional, transformando  ainda as vacas leiteiras do sistema (Petrobrás e outras) numa disputa e denúncias sem fim, principalmente na figura dos históricos e fisiológicos partidos que compõe o governo.

Na medida em que o PSDB e outros estão excluídos da farta mesa dos palácios, a disputa fica acirrada e ganham as ruas entre os que defendem o atual governo e os que querem o impedimento do mesmo.

No fundo, essas disputas são por reformas e não pela revolução social contra  o sistema opressor capitalista em que vivemos.

Corroborando com essas denúncias e práticas condenáveis de corrupção, a educação vem politizando e esvaziando essa polarização ao colocar a educação como um fator determinante no processo de transformação social e de politização educacional.

Com a deflagração de greves em vários Estados, professores saem às ruas exigindo melhores salários, condições de trabalho, diminuição do número de alunos em sala de aula,  por novos concursos públicos e por efetivo investimento de 10% do PIB na educação, já!

Essa agenda de greve foi agravada com a aprovação do PL 4330 que visa ainda mais sucatear o serviço público e privado em nosso  País.A pauta de reivindicação  deve acrescentar  também  a campanha pelo  “Veta Dilma”, dessa famigerada lei que vai deteriorar ainda mais a vida da classe trabalhadora.

Os motivos e as condições para uma greve geral estão na ordem do dia e a Intersindical deve contribuir com esse processo de luta em curso.

Nesse sentido, o retrocesso político da polarização entre extrema direita e cento direita se combate com educadores nas ruas, juntamente com os educandos e a sociedade organizada e consciente do que está em jogo nesse tabuleiro político.

A luta pela educação pública, gratuita, laica, democrática e de qualidade vai continuar, uma vez que as ruas se transformaram em grandes eventos educacionais,  e o chamado coletivo aos educadores de fato comprometidos com a educação continua ecoando : “Vem pra rua, porque a rua é a maior arquibancada do Brasil” (cantada pelo vocalista Marcelo Falcão da banda do Rappa)

A greve é dos educadores, dos estudantes e da sociedade como um todo, pois, a vitoria dos educadores será também  uma vitória da qualidade e eficiência da educação brasileira.

Temos muito apoio, mas ainda falta muita gente nessa luta em defesa dessa histórica bandeira que é a educação como fator de evolução, desenvolvimento e libertação do atraso econômico e da opressão cultural.

Todos à luta e nas ruas como educadores  da pátria do mundo do trabalho.

Lutar e vencer é preciso!

Aldo Santos- Membro da executiva Nacional da Intersindical e Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo.

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Publicado por em 13/04/2015 em Educação

 

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