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Greve dos metalúrgicos de Niterói

15 jun

“É curioso porque esse setor da indústria naval, que tem grande crescimento, tem uma greve muito forte, desde o dia 31 de maio, conseguindo atingir seis estaleiros: Mauá, STX, Aliança, Renave, Enaval e UTC. Estão todos em greve, uma greve da base dos metalúrgicos, uma greve em que o próprio sindicato não atua de forma minimamente decente, faz o jogo patronal, mas foram atropelados por uma base de jovens, fundamentalmente jovens, completamente insatisfeitos, que pedem reajuste de 16%, além de aumento no tíquete de alimentação. Não é nada demais, estão minimamente cobrando um nível melhor de valorização”, disse Marcelo Freixo no plenário da Alerj.
Leia abaixo:
“Sr. Presidente, Srs. Deputados, quero ser breve porque, neste momento, servidores públicos estão nas escadarias da Assembleia Legislativa – e são muito bem-vindos -, para protestar, mais uma vez, contra o Governo do Estado, o Governo do Sr. Sérgio Cabral que, agora, não bastasse uma política de desvalorização do servidor, ainda quer retirar direitos adquiridos, como o triênio por tempo de serviço.
A resposta está aqui: há aproximadamente dois mil trabalhadores, servidores públicos – três mil, acabo de ser informado, um bom sinal -, nas escadarias da Assembleia Legislativa.
Isso é o retrato de como o Governo do Rio de Janeiro olha para o serviço público. A resposta vem das ruas. Então, quero ser breve porque o meu lugar é lá, no meio desses servidores, e não aqui.
Sr. Presidente, quero tratar de três assuntos rapidamente. O primeiro deles é para informar a todos que, neste momento, temos uma greve dos metalúrgicos de Niterói.
É curioso porque esse setor da indústria naval, que tem grande crescimento, tem uma greve muito forte, desde o dia 31 de maio, conseguindo atingir seis estaleiros: Mauá, STX, Aliança, Renave, Enaval e UTC.
Estão todos em greve, uma greve da base dos metalúrgicos, uma greve em que o próprio sindicato não atua de forma minimamente decente, faz o jogo patronal, mas foram atropelados por uma base de jovens, fundamentalmente jovens, completamente insatisfeitos, que pedem reajuste de 16%, além de aumento no tíquete de alimentação. Não é nada demais, estão minimamente cobrando um nível melhor de valorização.
As condições de trabalho nesses estaleiros são péssimas. Os lucros dos estaleiros são enormes, e péssimas as condições de trabalho.
É bom dizer que, há 15 anos, essa categoria tinha, como média salarial, aproximadamente dez salários mínimos. Hoje, é de três salários mínimos a média de salários dessa categoria. Há uma defasagem salarial concreta na vida dessas pessoas, num setor que tem muito recurso.
Há essa greve, queremos deixar isso claro, tornar isso público, porque eles fazem uma reivindicação justa.

Foto: Renilson Gomes da Silva

*Marcelo Freixo – plenário da Alerj nesta quinta-feira (14/6/12)

Mandato Deputado Estadual marcelo Freixo Psol RJ

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Publicado por em 15/06/2012 em Politíca

 

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