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Eleições na Grécia: grande derrota do FMI, e grande vitória da Auditoria Cidadã da Dívida

11 maio

www.auditoriacidada.org.br

A grande mobilização social contra as rigorosas medidas neoliberais impostas à Grécia pela Tróika – FMI, Banco Central Europeu e Comitê de Bancos Privados -, justificadas na crise “da dívida” pública naquele País – levou a uma grande derrota eleitoral dos partidos que defenderam tais políticas nefastas.

Apurados 99,94% dos votos do povo grego, o principal partido do país – o PASOK,  “Partido Socialista” que venceu as últimas eleições, mas vinha implementando as políticas do FMI e União Européia – sofreu violenta derrota: de 160 deputados atuais, deve passar a ter apenas 41 parlamentares!

Por outro lado, o Syriza – coalizão de partidos da esquerda radical, que impulsionou a Auditoria Cidadã da Dívida na Grécia – passará a ser a segunda força no Parlamento Grego, e deve subir de 13 para 52 membros! Uma das grandes vitoriosas do Syriza é a Deputada Sofia Sakorafa, que foi a parlamentar mais votada de Atenas.

Sofia Sakorafa havia sido expulsa do PASOK devido à sua recusa em votar a favor do acordo com o FMI em 2009. A coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli, encontrou-se com a deputada Sofia Sakorafa quando esteve na Grécia em maio/2011 participando de grande evento em Atenas, no qual apresentou a proposta de realização de uma auditoria da dívida naquele País. Em outubro/2011, Sofia Sakorafa esteve em Brasília e abrilhantou o Seminário Internacional “Alternativas de Enfrentamento à Crise”, organizado pela Auditoria Cidadã da Dívida e pelo CADTM, bem como a Audiência Pública realizada no Congresso Nacional em 6/10/2011.

Com o resultado das eleições, o grupo de partidos à esquerda do PASOK (composto por Syriza, KKE e DIMAR) aumenta fortemente sua representação, subindo dos atuais 34 para 97 parlamentares.

Tal mudança na conformação política do parlamento grego já está provocando o “nervosismo dos mercados”, com grandes quedas nas bolsas asiáticas, pois a coalizão que hoje governa o país – PASOK e a “Nova Democracia” – perdeu a maioria no Parlamento, e deve ocupar apenas 149 das 300 cadeiras. Desta forma, será bem mais difícil a manutenção das políticas impostas pela “Troika”, tais como o corte de gastos sociais com saúde, educação, assistência, entre outros; as reformas da previdência, demissões em massa, ente outras, que têm levado o povo grego a tragédias inimagináveis, como suicídios em praça pública.

De acordo com Eric Toussaint, do Comitê pela Anulação da Dívida do Terceiro Mundo (CADTM), “o resultado da Syriza é muito positivo, pois esta coalizão apresentou como propostas a suspensão imediata dos pagamentos da dívida grega por 3 anos e o fim das medidas de austeridade impostas desde 2010, quebrando os acordos com a Troika (FMI/União Européia). Vários membros do Syriza apóiam ativamente a Auditoria Cidadã da Dívida grega.”

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Publicado por em 11/05/2012 em Internacional

 

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