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Em SP, manifestantes pedem instalação da Comissão Nacional da Verdade

29 abr

 

ditadura militarMilitantes de direitos humanos realizaram nesta sexta uma breve marcha até o escritório paulista da Presidência da República, para protocolar um pedido para que Dilma Roussef (PT) faça a nomeação e instaure a Comissão Nacional da Verdade. No dia 3 de maio haverá um ato nacional pela verdade e justiça. Em São Paulo, a manifestação acontecerá em frente ao antigo Doi-Codi, usado como centro de torturas e assassinatos na ditadura.

Fábio Nassif

São Paulo – Militantes de direitos humanos realizaram nesta sexta (27), em São Paulo, uma breve marcha até o escritório paulista da Presidência da República, para protocolar um pedido para que Dilma Roussef (PT) faça a nomeação e instaure a Comissão Nacional da Verdade. A lei que cria a comissão, sancionada no dia 18 de novembro de 2011, prevê que sete membros escolhidos diretamente pela presidenta sejam responsáveis por verificar os acontecimentos e realizar uma versão oficial do período da ditadura militar brasileira.
O Comitê Paulista pela Memória, Verdade e Justiça afirma no documento que a demora na instalação da comissão permitiu com que grupos comprometidos ideologicamente com a Ditadura Militar realizassem manifestações recentes exaltando esse período da história do país.
O deputado estadual Adriano Diogo (PT), afirmou que o ato está “exigindo a imediata instalação da Comissão Nacional da Verdade, que até hoje não foi instalada”. E seguiu, questionando “por quê? Será que os generais de pijama e os torturadores que se reuniram no Clube Militar do RJ ainda tem todo esse peso político? Será que 48 anos depois, quando pessoas foram mortas, desaparecidas, e nenhum corpo foi sepultado – e nem devolvidos para as famílias – ainda temos medo desses generais de pijama? Aonde vamos buscar a correlação de forças?”.
Outras atividades vêm ocorrendo pelo país, cobrando não só a memória e a verdade, mas também a justiça. “Vamos mais uma vez lembrar que essa comissão instalada ela deve apurar sim todos os fatos referentes ao período da ditadura militar, apontar sim os responsáveis por tais crimes, mostrar a relação de nomes dos torturadores e encaminhar pra justiça. Nós queremos sim, apuração e punição dos torturadores”, disse Amelinha Telles, da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos.
Na opinião de Angela Mendes de Almeida, é a impunidade do passado “que permite a violência da polícia hoje, que nas periferias mata, tortura e também desaparece com os corpos. Enquanto não virarmos essa página da história, o Brasil não poderá caminhar pro seu futuro”.
No dia 3 de maio haverá um ato nacional pela verdade e justiça. Em São Paulo, a manifestação acontecerá em frente ao antigo Doi-Codi, usado como centro de torturas e assassinatos na ditadura. A concentraçãoo será em frente à Igreja do Santíssimo Sacramento, às 8h30, na rua Tutóia, 1125.

Fotos: Maringoni

Postado: Carta Maior

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Publicado por em 29/04/2012 em Direitos Humanos

 

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